terça-feira, 23 de outubro de 2012

SEUS PEDIDOS SEMPRE SERAO ATENDIDOS




 



O escritor Richard Bach, autor de Fernão Capelo Gaivota, entre tantos outros livros maravilhosos, escreveu certa vez a frase:

"Cuidado com o que você pede a Deus. Porque você vai ser atendido".

E isso me fez pensar: realmente, Deus sempre atendeu aos meus pedidos. Em todos os momentos de minha vida.

Deus sempre diz "Sim" a tudo o que pedimos. Por isso mesmo, a responsabilidade sobre o que recebemos Dele é sempre nossa. Fomos nós mesmos que pedimos por isso.

Então, tudo se resume a aprender a pedir certo.

Mas pedir algo a Deus nem sempre é algo verbal ou consciente de nossa parte.

Eu explico: por exemplo, se você começa um namoro pensando que não vai dar certo, é o mesmo que pedir a Deus para que não dê certo. E você será atendido e o namoro irá acabar.

Quando você abre um negócio próprio já pensando na possibilidade de fracassar, com certeza vai fracassar. Seu pedido será atendido.

Nenhum atleta campeão, quando sai para disputar uma prova, pensa na possibilidade de um segundo lugar. Se o atleta pensar no segundo lugar, isso será o máximo que ele conseguirá. E, portanto, ele não será o campeão. O pedido dele será atendido, na medida que ele acreditar que é possível pedir.

Deus não questiona os seus pedidos. Ele lhe dá o que você pede.

Portanto, aprenda a pedir da maneira certa, pelas coisas que você realmente quer e não pelas coisas que você não quer.

E lembre sempre de agradecer ao Pai, mesmo quando o que você recebeu não lhe agradou muito. Afinal, foi você mesmo quem pediu.

Lição de vida: Seja mais feliz, aprendendo a pedir a Deus aquilo que você realmente quer na sua vida.



Gilberto Cabeggi é escritor, autor do livro "Todo Dia É Dia de Ser Feliz", pela Editora Gente.
www.papolegal.net
gilberto.cabeggi@papolegal.net


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terça-feira, 4 de setembro de 2012

EU ME ACEITO EXATAMENTE COM SOU, EU ME PERDOO POR QUALQUER COISA



O que os outros pensam a seu respeito não é problema seu


 

O medo da reprovação pela opinião dos outros se manifesta de diversas maneiras: dificuldades em expressar opiniões, medo de fazer perguntas em sala de aula, dificuldades em pedir informações, necessidade de agradar os outros, medo de falar em público, dificuldades em impor limites e dizer não, medo das críticas, medo do ridículo, preocupação excessiva com a aparência, desconforto ao ficar no centro das atenções, necessidade de se defender ou de provar o contrário, levar tudo para o lado pessoal, e etc...

O que os outros pensam a nosso respeito não é problema nosso, mas agimos como se fosse. Situações onde somos julgados e nos sentimos incomodados servem apenas para nos mostrar pontos fracos na nossa autoestima. O pensamento que passa pela cabeça de outras pessoas costuma afetar as nossas emoções e comportamentos. Analisando friamente, é algo muito estranho. Temos medo que alguém tenha uma opinião negativa a nosso respeito. Por que isso acontece?

Existe uma necessidade dentro de nós de ser reconhecido, aceito e aprovado. E quando não temos isso, surgem sentimentos desconfortáveis. O que ocorre, na verdade, é que quando não somos aprovados, isso traz a tona sentimentos de que não temos valor ou que não somos bons o suficiente. É um processo automático e inconsciente que nos torna dependentes da aprovação. Muitas vezes faremos de tudo para evitar opiniões negativas só para não entrar em contato com esses sentimentos.

O problema não é o que pensam a nosso respeito. E sim, essa insegurança e sentimento de menos valia que guardamos. Quanto mais baixa a autoestima, mais seremos afetados pelas opiniões alheias, pois haverá uma grande fragilidade dentro de nós. Dessa forma, precisaremos sempre da confirmação exterior para nos sentirmos seguros.

Indo mais fundo, no final das contas, o problema é o que eu penso a meu respeito e como me sinto com relação a mim mesmo. Quando alguém me julga de uma forma negativa, automaticamente eu começo a me julgar e a não me achar uma pessoa tão boa assim. E é só por isso que a opinião de uma outra pessoa me afeta. Quando me julgam da maneira positiva, automaticamente eu começo a me aprovar e isso me traz uma sensação temporária de bem estar. Buscamos então cada vez mais aprovação como uma tentativa equivocada de nos sentirmos bem permanentemente.

Pessoas com uma autoestima mais elevada tem níveis de auto aceitação e auto aprovação bem maiores. Por isso, opiniões de terceiros terão pouco ou nenhum poder de afetar o seu estado emocional. Elas não medem o quanto valem baseadas na aprovação externa. Isso faz muita diferença e traz liberdade de ser e agir.

A necessidade de reconhecimento e aprovação vem da infância. A criança precisa do amor externo para que ela possa aprender a se amar. Quando ela recebe muito amor e atenção dos pais, vai gradativamente amadurecendo e desenvolvendo o amor próprio e ficará cada dia mais, independente de fontes externas para se sentir bem.

Entretanto, em maior ou menor grau, todo os pais têm suas próprias dificuldades emocionais e acabam não conseguindo dar para a criança amor e aceitação incondicional. Por mais que se esforcem para fazer o melhor, suas ações estarão sempre inconscientemente contaminadas com sua falta de amor próprio (que também teve origem na infância). Não se trata de ter ou não boas intenções. Assim, a criança não amadurece totalmente e guarda dentro dela uma necessidade de aprovação externa pela vida adulta.

Podemos reagir com tristeza aos julgamentos. Mas em alguns casos vamos reagir de forma agressiva, com raiva e irritação. Em todos os casos, essas reações demonstram nossas fragilidades. Alguém seguro de si mesmo não precisa provar nada, nem precisa tentar mudar a opinião de ninguém. Caso seja necessário emitir seu ponto de vista, poderá fazer isso de uma forma muito firme e tranquila.

Felizmente é possível se curar, não importa o quanto a infância tenha sido complicada.

Algumas vezes o julgamento das pessoas é totalmente injusto e equivocado. Podemos até perceber que aquela pessoa está sendo influenciada pelo seu desequilíbrio emocional. Ainda assim, nossos sentimentos podem ser afetados, dependendo do tamanho da nossa insegurança. Quanto mais baixa a autoestima, mais os julgamentos nos parecem algo real e pessoal. Quando a autoestima aumenta, as opiniões de terceiros começam a parecer algo distante, impessoal, e vemos com mais clareza o que é "viagem" da pessoa julgadora e o que pode ser verdadeiro.

É possível também que a nossa insegurança nos faça distorcer a forma de interpretar uma opinião de alguém a nosso respeito nos levando a exagerar e a ver coisas onde não existem. Um olhar ou uma frase qualquer pode ser interpretada como uma crítica.

André Lima

EFT

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O PODER DO AGORA

"Enquanto não somos capazes de acessar a vida agora, vamos acumular sofrimento emocional"

Eckhart Tolle

 
publicado em 16 de Agosto de 2012 /// por
"Alguns ensinamentos espirituais dizem que todo sofrimento é, em última análise, uma ilusão, e isso é verdade. A questão é se isso é uma verdade para você."
~ Eckhart Tolle

De que adianta uma verdade andando por aí se ela não é "capturada" e experimentada?

O ponto desse discurso do autor Eckhart Tolle é justamente esse: se não estamos vivendo na verdade, provavelmente estamos vivendo na mentira. Se não estamos aqui e agora, integralmente, não estamos aqui e agora integralmente.

Nesse trecho do seu livro mais famoso, o best-seller "O Poder do Agora", ele sugere: "Preste atenção a qualquer sinal de infelicidade em você, qualquer que seja a forma, pois talvez seja o despertar do sofrimento". O texto abaixo é um choque de realidade para sabermos onde estamos em nossa vida, é uma análise curta mas útil dos motivos que nos levam a sofrer, a ver como sofremos e qual a relação desse sofrimento com quem verdadeiramente somos.

 

 

"O Poder do Agora" [TRECHO]
Por Eckhart Tolle

A palavra iluminação transmite a idéia de uma conquista sobre-humana – e isso agrada ao ego –, mas é simplesmente o estado natural de sentir-se em unidade com o Ser. É um estado de conexão com algo imensurável e indestrutível. Pode parecer um paradoxo, mas esse "algo" é essencialmente você e, ao mesmo tempo, é muito maior do que você. A iluminação consiste em encontrar a verdadeira natureza por trás do nome e da forma. A incapacidade de sentir essa conexão dá origem a uma ilusão de separação, tanto de você mesmo quanto do mundo ao redor. Quando você se percebe, consciente ou inconscientemente, como um fragmento isolado, o medo e os conflitos internos e externos tomam conta da sua vida. (…)

Se você é governado pela mente, embora não tenha escolha, vai sofrer as conseqüências da sua inconsciência e criar mais sofrimento. Você vai carregar o fardo do medo, das disputas, dos problemas e do sofrimento. Até que o sofrimento force você, no final, a sair do seu estado de inconsciência.

"Enquanto não somos capazes de acessar o poder do Agora, vamos acumulando resíduos de sofrimento emocional. Esses resíduos se misturam ao sofrimento do passado e se alojam em nossa mente e em nosso corpo. Isso inclui o sofrimento vivido em nossa infância, causado pela falta de compreensão do mundo em que nascemos.

Todo esse sofrimento cria um campo de energia negativa que ocupa a mente e o corpo. Se olharmos para ele como uma entidade invisível com características próprias, estaremos chegando bem perto da verdade. É o sofrimento emocional do corpo. Apresenta-se sob duas modalidades: inativo e ativo. O sofrimento pode ficar inativo 90% do tempo, ou 100% ativado em alguém profundamente infeliz. Algumas pessoas atravessam a vida quase que inteiramente tomadas pelo sofrimento, enquanto outras passam por ele em algumas situações que envolvem relações familiares e amorosas, lesões físicas ou emocionais, perdas do passado, abandono, etc.

Qualquer coisa pode ativá-lo, especialmente se encontrar ressonância em um padrão de sofrimento do passado.

Quando o sofrimento está pronto para despertar do estágio inativo, até mesmo uma observação inocente feita por um amigo ou um pensamento é capaz de ativá-lo.

Alguns sofrimentos são irritantes, mas inofensivos, como é o caso de uma criança que não pára de chorar. Outros são monstros destrutivos e mórbidos, verdadeiros demônios. Alguns são fisicamente violentos; outros, emocionalmente violentos. Eles podem atacar tanto as pessoas à nossa volta quanto a nós mesmos, seus "hospedeiros". Os pensamentos e sentimentos relativos à nossa vida tornam-se, então, profundamente negativos e autodestrutivos. Doenças e acidentes freqüentemente acontecem desse modo. Alguns sofrimentos podem até levar uma pessoa ao suicídio.

Às vezes levamos um choque ao descobrir uma faceta detestável em alguém que pensávamos conhecer bem. Entretanto, é mais importante observar essa situação em nós mesmos do que nos outros. Preste atenção a qualquer sinal de infelicidade em você, qualquer que seja a forma, pois talvez seja o despertar do sofrimento. Ele pode se manifestar como uma irritação, um sinal de impaciência, um ar sombrio, um desejo de ferir, sentimentos de raiva, ira, depressão ou uma necessidade de criar algum tipo de problema em seus relacionamentos. Agarre o sinal no momento em que ele despertar de seu estado inativo.

O sofrimento deseja sobreviver, mas, para isso, precisa conseguir que nos identifiquemos inconscientemente com ele. Portanto, quando o sofrimento toma conta de nós, cria uma situação em nossas vidas que reflete a própria freqüência de energia da qual ele se alimenta. Sofrimento só se alimenta de sofrimento. Não se consegue alimentar de alegria. Acha-a indigesta.

Quando o sofrimento nos domina, faz com que desejemos ter mais sofrimento. Passamos a ser vítimas ou perpetradores. Queremos infligir sofrimento, ou senti-lo, ou ambos. Na verdade, não há muita diferença entre os dois. É claro que não temos consciência disso e afirmamos que não queremos sofrer. Mas, preste bem atenção e verá que o seu pensamento e o seu comportamento estão programados para continuar com o sofrimento, tanto para você quanto para os outros. Se você estivesse consciente disso, o padrão iria se desfazer, porque desejar mais sofrimento é uma insanidade, e ninguém é insano conscientemente.

O sofrimento, a sombra escura projetada pelo ego, tem medo da luz da nossa consciência. Teme ser descoberto. Sobrevive graças à nossa identificação inconsciente com ele, assim como do medo inconsciente de enfrentarmos o sofrimento que vive dentro de nós. Mas se não o enfrentarmos, se não direcionarmos a luz da nossa consciência sobre o sofrimento, seremos forçados a revivê-lo. O sofrimento pode nos parecer um monstro perigoso, mas eu lhe garanto que se trata de um fantasma frági1. Ele não pode prevalecer sobre o poder da nossa presença.

Alguns ensinamentos espirituais dizem que todo sofrimento é, em última análise, uma i1usão, e isso é verdade. A questão é se isso é uma verdade para você. Acreditar simplesmente não transforma nada em verdade. Você quer sofrer para o resto da vida e permanecer dizendo que é uma ilusão? Será que essa atitude livra você do sofrimento? O que nos interessa aqui é o que podemos fazer para vivenciar essa verdade, ou seja, torná-la real em nossas vidas.

Portanto, o sofrimento não quer que nós o observemos diretamente e vejamos o que ele realmente é. No momento em que o observamos, sentimos seu campo energético dentro de nós e desfazemos nossa identificação com ele, surge uma nova dimensão da consciência. Chamo a isso presença. Passamos a ser testemunhas ou observadores do sofrimento. Isso significa que ele não pode mais nos usar, fingindo ser nosso eu interior. Então, não temos mais como realimentá-lo. Aqui está nossa mais profunda força interior, Acabamos de acessar o poder do Agora.

O que acontece ao sofrimento quando nos tornamos conscientes o bastante para romper a nossa identificação com ele?

A inconsciência cria o sofrimento. A consciência transforma o sofrimento nela mesma. São Paulo expressa esse princípio universal de uma forma linda ao dizer: "Tudo é revelado ao ser exposto à luz e o que for exposto à própria luz se torna luz". Assim como não se pode lutar contra a escuridão, não se pode lutar contra o sofrimento. Tentar fazer isso poderia gerar um conflito interior e um sofrimento adicional. Observar o sofrimento já é o bastante. Observá-lo implica aceitá-lo como parte do que existe naquele momento.

O sofrimento consiste na energia vital aprisionada que se desprendeu do campo energético total e se fez temporariamente autônoma, através de um processo artificial de identificação com a mente. Ela se volta para dentro de si mesma e se torna algo contrário à vida, como um animal tentando comer o próprio rabo. Por que você acha que a nossa civilização se tornou tão autodestrutiva? Acontece que as forças destrutivas da vida, ainda são energia vital.

Mesmo quando começamos a deixar de nos identificar e nos tornamos observadores, o sofrimento ainda continua a agir por um tempo e vai tentar fazer com que voltemos a nos identificar com ele. Embora não esteja mais recebendo a energia originada da nossa identificação com ele, o sofrimento ainda tem sua força, como uma roda-gigante que continua a girar, mesmo quando deixa de receber o impulso. Nesse estágio, o sofrimento pode até ocasionar dores em diversas partes do corpo, mas elas não vão durar. Esteja presente, fique consciente. Vigie o seu espaço interior. Você vai precisar estar presente e alerta para ser capaz de observar o sofrimento de um modo direto e sentir a energia que emana dele. Agindo assim, o sofrimento não terá força para controlar o seu pensamento. No momento em que o seu pensamento se alinha com o campo energético do sofrimento, você está se identificando com ele e, de novo, alimentando-o com os seus pensamentos.

Por exemplo, se a raiva é a vibração de energia que predomina no sofrimento e você alimenta esse sentimento, insistindo em pensar no que alguém fez para prejudicá-lo ou no que você vai fazer em relação a essa pessoa, é porque você já não está mais consciente, e o sofrimento se tornou "você". Onde existe raiva, existe sempre um sofrimento oculto. Quando você começa a entrar em um padrão mental negativo e a pensar como a sua vida é horrorosa, isso quer dizer que o pensamento se alinhou com o sofrimento e que você passou a estar inconsciente e vulnerável a um ataque do sofrimento. Utilizo a palavra "inconsciência" no presente contexto para significar uma identificação com um padrão mental ou emocional. Isso implica uma ausência completa do observador.

Manter-se em um estado de alerta consciente destrói a ligação entre o sofrimento e o mecanismo do pensamento, e aciona o processo de transformação. E como se o sofrimento se tornasse o combustível para a chamada da consciência, resultando em um brilho de mais intensidade. Esse é o significado esotérico da antiga arte da a1quimia: a transformação do metal não-precioso em ouro, do sofrimento em consciência. A separação interior cicatriza, e você se torna inteiro outra vez. Cabe a você, então, não criar um sofrimento adicional.

Resumindo o processo: concentre a atenção no sentimento dentro de você. Reconheça que é o sofrimento. Aceite que ele esteja ali. Não pense a respeito. Não permita que o sentimento se transforme em pensamento. Não julgue nem analise. Não se identifique com o sentimento. Esteja presente e observe o que está acontecendo dentro de você. Perceba não só o sofrimento emocional, mas também a presença "de alguém que observa", o observador silencioso. Esse é o poder do Agora, o poder da sua própria presença consciente. Veja, então, o que acontece.

Em inúmeras mulheres, o sofrimento manifesta-se, em particular, no período anterior ao fluxo menstrual. Mais adiante comentarei as razões pelas quais isso acontece. No momento, o importante é que você seja capaz de estar alerta e presente quando o sofrimento aparecer e de observar o sentimento em vez de se deixar dominar por ele. Essas atitudes proporcionam uma oportunidade para a mais poderosa das práticas espirituais e tornam possível uma rápida transformação de todo o passado. (…)

O processo que acabei de descrever é extremamente poderoso, embora simples. Poderia ser ensinado a uma criança, e tenho a esperança de que um dia será uma das primeiras coisas a serem aprendidas na escola. Uma vez entendido o princípio básico do que significa estar presente observando o que acontece dentro de nós – e "entendemos" isso quando passamos pela experiência –, teremos à nossa disposição a mais poderosa ferramenta de transformação.

Não nego que podemos encontrar uma forte resistência interna tentando nos impedir de pôr um fim à identificação com o sofrimento. Isso acontecerá particularmente se tivermos vivido intimamente identificados com o sofrimento emocional durante a maior parte da Vida e se tivermos investido nele uma grande parte

ou mesmo todo o nosso sentido de eu interior. Isso significa que construímos um eu interior infeliz por conta do nosso sofrimento e acreditamos que somos essa ficção fabricada pela mente. Nesse caso, nosso medo inconsciente de perder a identidade vai criar uma forte resistência a qualquer forma de não-identificação. Em outras palavras, você preferiria viver com o sofrimento – ser o sofrimento – a saltar para o desconhecido, correndo o risco de perder o seu infeliz, mas familiar eu interior.

Se esse é o seu caso, observe a resistência dentro de você. Observe o seu apego ao sofrimento. Esteja muito alerta. Observe como é estranho ter prazer em ser infeliz. Observe a compulsão de falar ou pensar a esse respeito. A resistência deixará de existir se você torná-la consciente. Poderá então dar atenção ao sofrimento, estar presente como testemunha e iniciar a transformação.

Só você pode fazer isso. Ninguém pode fazer por você. Mas, caso tenha bastante sorte para encontrar alguém intensamente consciente, se puder estar com essa pessoa e juntar-se a ela no estado de presença, isso poderá ser de grande utilidade, acelerando o processo. Se isso acontecer, a sua própria luz logo brilhará mais forte. Quando colocamos um pedaço de lenha que tenha começado a queimar há pouco tempo perto de outro que está queimando vigorosamente e, depois, separamos os dois novamente, o primeiro tronco passará a queimar com uma intensidade muito maior. Afinal de contas, é o mesmo fogo. Ser um fogo dessa natureza é uma das funções de um mestre espiritual. Alguns terapeutas estão aptos a preencher essa função; desde que tenham alcançado um ponto além do nível de consciência e sejam capazes de criar e sustentar um estado de presença intensa e consciente enquanto estiverem trabalhando com você."




segunda-feira, 2 de abril de 2012

A verdade sobre 2012, e uma previsão terrível

Olá amigos!!

Com carinho, ofereço a todos vocês mais uma postagem de André Lima, da EFT. Tenho certeza que todos vão gostar.

Um abraço, Daniela Amaro.

                “Recebi um email de uma leitora relatando sobre uma onda de medo que estava ocorrendo em sua cidade com relação ao que poderia acontecer no final de 2012. Ela relatava que havia uma previsão de um tsunami que iria acabar com sua cidade. Algumas pessoas estavam em pânico, e outras riam da situação. Ela me perguntou qual seria a minha opinião sobre esse assunto, e o que ela poderia falar para seus alunos da escola que a questionavam.
                Certa vez assisti uma palestra de um mestre espiritual, Eckhart Tolle, onde ele falou sobre esse tema. Disse não saber ao certo o que vai acontecer em 2012, mas revelou uma previsão chocante, terrível, e infalível. Ele disse: "Daqui a 90 anos, todo mundo que você conhece, inclusive você mesmo, já terá morrido". Foi engraçado, mas é realmente algo que ninguém pode contestar.
                A grande lição que ele deu nessa palestra é que o problema não é o que vai acontecer, e sim como nos sentimos agora. É esse medo que precisa ser curado para vivermos o agora. Esse medo é que é a doença que precisa ser tratada. Afinal de contas, ninguém tem como garantir o que vai acontecer no futuro. A pessoa fica com medo de morrer no tsunami ou em alguma catástrofe natural no final de 2012 ou mais adiante e deixa de ser feliz no presente (que é tudo que existe), e amanhã ela dá uma topada, cai no chão e morre.
                Morrer todos nós vamos, mais dia menos dia. Viver com medo e tentando prever como isso vai acontecer nos deixa tensos e nos impede de aproveitar a vida. Não seria uma loucura ficar pensando que podemos morrer a cada dia de alguma coisa imprevisível e ficar tomado pela angustia constantemente? O ego adora viver no futuro e nos causar constantes preocupações de diversas formas. É medo da velhice, de não ter dinheiro, do casamento acabar, do filho morrer, de ser demitido...
                Um dia, vamos morrer. Um dia, a vida na terra será extinta. Um dia, até o sol vai explodir e este sistema solar não existirá mais. É a natureza do universo, do mundo da forma. A única coisa que é constante é a impermanência. E nós somos parte intrínseca deste universo.
                O somatório desse medo individual cria uma nuvem de medo no inconsciente coletivo e influencia negativamente a população ajudando a causar pânico, depressão, pessimismo e doenças. Acredito até que, com tanta negatividade que é gerada através do medo, criamos também uma influência na natureza. O planeta é um organismo vivo por inteiro, somos como células dentro dele. Se as células não estão bem, acabam provocando danos no resto do corpo.
                Eu, particularmente, não acredito que vai acontecer algo especialmente trágico. Nada além do que já vem ocorrendo.  E se quisermos ajudar a criar um planeta harmonioso, só há um caminho: curar a nossa negatividade individual, o que acaba trazendo efeitos positivos no inconsciente coletivo e também para a natureza.
                Mas eu entendo perfeitamente como esses medos são contagiosos e parece que às vezes penetram na nossa mente. A negatividade é sempre um fenômeno individual e coletivo ao mesmo tempo. Para todos os medos que você têm, pode ter certeza,  existem milhões de pessoas que tem medos idênticos aos seus. Os pensamentos e sentimentos negativos são energias que circulam no inconsciente coletivo e que muitas vezes captamos. São como vírus e bactérias que tem o potencial de entrar no nosso organismo quando estamos com imunidade baixa e nos fazer adoecer. Podemos captar e alimentar esses pensamentos dentro de nós, aumentando ainda mais a energia coletiva, ou podemos nos curar a cada vez que nos contaminarmos com esses  pensamentos doentes, o que ajuda a curar o coletivo. “              

Abraços,
Andre Lima - www.eftbr.com.br